Clima & Tempo

El Niño 2026: especialistas monitoram previsões e impactos no Brasil

Boletim n.º 1 divulgado nesta segunda-feira (29) é resultado do trabalho conjunto entre o INMET, INPE, ANA, CEMADEN, SGB e SEDEC, órgãos nacionais oficiais

Foto: Ministério da Agricultura e Pecuária
Foto: Ministério da Agricultura e Pecuária

O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), em colaboração com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), o Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (CEMADEN), o Serviço Geológico do Brasil (SGB) e a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (SEDEC) divulgaram nesta segunda-feira (29) o Boletim nº 1, que apresenta o monitoramento, previsões e possíveis impactos do fenômeno El Niño no Brasil em 2026.

O documento resulta de uma parceria entre órgãos federais responsáveis pelo monitoramento climático, gestão de recursos hídricos, riscos e previsão do tempo. Segundo o boletim, as informações serão atualizadas mensalmente para subsidiar órgãos federais e estaduais, além de contribuir para a tomada de decisões governamentais relacionadas ao país.

Conforme o boletim, em junho de 2026, as condições de temperatura da superfície do mar indicam um padrão típico do El Niño, caracterizado por uma faixa de águas quentes no Oceano Pacífico Equatorial, com temperaturas superiores a 2°C próximas à costa da América do Sul.

Previsões para os próximos meses

A previsão climática para o trimestre julho a setembro de 2026 aponta para chuvas acima da média na Região Sul e abaixo da média na região centro-norte do Brasil. Além disso, as projeções indicam alta probabilidade de temperaturas superiores à média no segundo semestre, o que pode elevar os riscos de ondas de calor e de incêndios florestais.

Quanto à persistência e intensidade do El Niño, os modelos indicam uma probabilidade superior a 90% de continuidade do fenômeno até pelo menos o início de 2027. Há também previsão de que o evento possa atingir uma intensidade muito forte, com anomalias de temperatura da superfície do mar (TSM) no Oceano Pacífico Equatorial superiores a 2,0°C entre primavera e verão de 2026.

Monitoramento contínuo e previsão de impactos

O boletim reforça a importância do acompanhamento diário e mensal das informações pelos órgãos de monitoramento, especialmente para identificar possíveis impactos na agricultura, níveis de rios e reservatórios, além de riscos de inundações e deslizamentos.

As recomendações e orientações da Defesa Civil Nacional também são destacadas, sobretudo no que diz respeito às medidas de autoproteção da população.

Para mitigar os efeitos do El Niño, a atuação coordenada entre diferentes níveis de governo e instituições parceiras é essencial. O monitoramento contínuo, o planejamento integrado e a implementação rápida de ações de preparação e resposta são considerados elementos-chave para fortalecer a gestão de riscos e desastres no Brasil.

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária.