Economia

Exportações crescem na terceira semana de agosto de 2026, aponta balanço do MDIC

No acumulado de agosto até a terceira semana, as vendas brasileiras ao exterior totalizaram US$ 24,143 bilhões, ante US$ 19,034 bilhões em importações, resultando em saldo positivo de US$ 5,109 bilhões. A corrente de comércio no mês chegou a US$ 43,176 bilhões.

Foto: Reprodução.

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) anunciou nesta segunda-feira (24/8) os resultados da Balança Comercial referentes à terceira semana de agosto de 2026.

No período, o Brasil registrou superávit comercial de US$ 2,115 bilhões, com uma corrente de comércio de US$ 14,085 bilhões. As exportações alcançaram US$ 8,1 bilhões, enquanto as importações somaram US$ 5,985 bilhões.

No acumulado de agosto até a terceira semana, as vendas brasileiras ao exterior totalizaram US$ 24,143 bilhões, ante US$ 19,034 bilhões em importações, resultando em saldo positivo de US$ 5,109 bilhões. A corrente de comércio no mês chegou a US$ 43,176 bilhões.

Já no acumulado de 2026, as exportações brasileiras atingiram US$ 242,695 bilhões, enquanto as importações chegaram a US$ 188,546 bilhões. Com isso, o país acumula superávit de US$ 54,148 bilhões no ano e corrente de comércio de US$ 431,241 bilhões.

Exportações crescem 14,3% na comparação anual

Considerando a média diária, as exportações até a terceira semana de agosto alcançaram US$ 1,609 bilhão, crescimento de 14,3% em relação à média de agosto de 2025, que havia sido de US$ 1,407 bilhão. Nas importações, a média diária passou de US$ 1,123 bilhão para US$ 1,269 bilhão, avanço de 13% na mesma comparação.

A média diária da corrente de comércio ficou em US$ 2,878 bilhões, enquanto o saldo comercial médio diário atingiu US$ 340,62 milhões. Em relação a agosto do ano passado, a corrente de comércio apresentou crescimento de 13,7%.

Agropecuária registra avanço nas exportações

Entre os setores exportadores, a Agropecuária apresentou crescimento de 9,8% na média diária frente a agosto de 2025, equivalente a um acréscimo de US$ 30,86 milhões. A Indústria Extrativa avançou 34,2%, com aumento de US$ 116,87 milhões, enquanto a Indústria de Transformação cresceu 6,6%, ou US$ 48,83 milhões.

Na agropecuária, o crescimento foi impulsionado principalmente pela soja, cuja média diária exportada avançou 11,4%, com acréscimo de US$ 20,96 milhões. Também tiveram destaque o café não torrado, com alta de 26%; os animais vivos, com crescimento de 141,9%; o algodão em bruto, com avanço de 41,2%; e os produtos hortícolas frescos ou refrigerados, com aumento de 83,2%.

Na Indústria Extrativa, as vendas de óleos brutos de petróleo cresceram 46,9%, acrescentando US$ 91,4 milhões à média diária, enquanto as exportações de minérios de cobre e seus concentrados avançaram 309,1%, com aumento de US$ 44,44 milhões.

Entre os produtos da Indústria de Transformação, destacaram-se os óleos combustíveis de petróleo, com crescimento de 49,9%, e as carnes de aves e suas miudezas, que avançaram 44,1%. Também houve aumento nas exportações de farelos de soja e outros alimentos para animais, ouro não monetário e celulose.

Importações também avançam

Do lado das importações, a média diária da Agropecuária cresceu 3,9%, enquanto a Indústria de Transformação apresentou expansão de 16,7%. Em sentido contrário, a Indústria Extrativa registrou queda de 29,7% na comparação com agosto de 2025.

Entre os produtos agropecuários importados, destacaram-se pescado inteiro vivo, morto ou refrigerado, com alta de 54,4%; trigo e centeio não moídos, com avanço de 12,2%; e produtos hortícolas frescos ou refrigerados, com crescimento de 70,7%.

Na Indústria de Transformação, houve forte crescimento das compras externas de óleos combustíveis de petróleo, que avançaram 110,8%. Também cresceram as importações de componentes eletrônicos, medicamentos e produtos farmacêuticos, máquinas de processamento automático de dados e veículos para transporte de mercadorias e usos especiais.
Os números divulgados pelo MDIC são preliminares e serão substituídos posteriormente pelos dados mensais consolidados.

Dados adicionais sobre o Comércio Exterior podem ser consultados no COMEXSTAT.

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Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.