Economia

Indústria agrícola faz parceria para impulsionar bioindústria e fortalecer cooperativas

Parceria nacional aposta em dados estratégicos, capacitação e aprimoramento regulatório para ampliar o valor agregado nas cadeias produtivas do campo e da floresta

Foto: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
Foto: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), por meio da Secretaria de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria (SEV), foi assinado um Acordo de Cooperação com a União Nacional das Organizações Cooperativistas Solidárias (Unicopas). A assinatura ocorreu durante cerimônia realizada na sede do ministério, em Brasília.

O documento foi oficializado pela secretária de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria, Júlia Cruz, e pelo presidente da entidade, Gervásio Plucinski, na manhã de terça-feira (28/04).

De acordo com o MDIC, o objetivo principal da parceria é fortalecer e promover a bioindustrialização nas cooperativas, com foco na agregação de valor às cadeias produtivas do campo e da floresta em todos os biomas brasileiros. A iniciativa prevê a estruturação de uma base estratégica de dados e diagnósticos sobre o perfil produtivo e institucional dessas organizações, além de ações voltadas à capacitação técnica e ao aprimoramento do ambiente regulatório.

Segundo Júlia Cruz, o acordo reforça o papel do cooperativismo como instrumento de desenvolvimento sustentável e inclusão social. Ela afirmou que a cooperação técnica com a Unicopas é uma estratégia para fortalecer cadeias produtivas sustentáveis, promovendo valor na origem e inclusão social por meio do cooperativismo. A secretária destacou ainda a importância de ouvir os beneficiários das políticas públicas: “O acordo firmado assegura que as políticas públicas da SEV sejam construídas a partir das necessidades reais das cooperativas, ouvindo diretamente quem está na ponta”.

Gervásio Plucinski, presidente da Unicopas, ressaltou o caráter simbólico do acordo para o cooperativismo solidário e o avanço das cooperativas no setor produtivo. Segundo ele, a assinatura reforça a presença e atuação do cooperativismo solidário nas áreas de indústria e comércio. O representante afirmou que o documento reconhece o progresso das cooperativas, especialmente aquelas envolvidas na industrialização e comercialização, e que a parceria com um ministério de relevância amplia as possibilidades de atuação dessas organizações.

O acordo está estruturado em três principais eixos. O primeiro envolve diagnóstico e produção de informações estratégicas, incluindo o compartilhamento de dados, a criação de um portal público e análises sobre gargalos produtivos, tecnológicos e de mercado. O segundo eixo trata de capacitação e assistência técnica, com trilhas formativas voltadas à governança, acesso a mercados, transformação digital e financiamento, em parceria com instituições como Apex, Sebrae e BNDES. O terceiro eixo visa o aprimoramento dos marcos legais e normativos, identificando barreiras regulatórias e propondo melhorias para ampliar o acesso das cooperativas às políticas públicas e aos mercados.

Segundo o MDIC, a parceria tem abrangência nacional e prioriza cooperativas que atuam nas cadeias produtivas dos biomas brasileiros, especialmente aquelas ligadas à bioeconomia e à produção sustentável no campo e na floresta.

O acordo também está alinhado às diretrizes da Nova Indústria Brasil (NIB), política que orienta o desenvolvimento industrial do país. A NIB busca impulsionar cadeias agroindustriais sustentáveis e fortalecer a bioeconomia, com metas de uso sustentável dos recursos naturais até 2026 e 2033, além de incentivar o uso inovador da biodiversidade.

Entre os resultados esperados estão a criação de uma base de dados integrada sobre cooperativas da bioindústria, a elaboração de um diagnóstico nacional para orientar políticas públicas, o fortalecimento da governança dessas organizações e a ampliação do acesso a mercados, inclusive internacionais. A iniciativa também pretende contribuir para a melhoria do ambiente regulatório e para o reconhecimento institucional das cadeias produtivas dos biomas brasileiros.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.