Sustentabilidade

CBA amplia parcerias e impulsiona inovação na bioeconomia amazônica

Centro de Bionegócios da Amazônia captou R$ 17,6 milhões em projetos de pesquisa e inovação nos últimos dois anos

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil.
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o Centro de Bionegócios da Amazônia (CBA) passou a operar sob um modelo de gestão como Organização Social a partir de 2023, com o objetivo de ampliar sua atuação no desenvolvimento da bioeconomia e de negócios sustentáveis baseados na biodiversidade da região amazônica.

De acordo com o MDIC, entre 2024 e 2025, o centro captou R$ 17,6 milhões para projetos de pesquisa e inovação, principalmente por meio de editais da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (FAPEAM).

Em 2025, o CBA atendeu 24 empresas com serviços tecnológicos e apoio a projetos de inovação, além de aprovar cinco novos projetos de pesquisa e desenvolvimento. Entre as parcerias estratégicas estão iniciativas com o Instituto Eldorado, o Instituto de Desenvolvimento Tecnológico (INDT) e o Instituto CESAR.

Outro avanço destacado pelo ministério foi a criação do Espaço CBA de Inovação (ECBAI), em parceria com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI). Atualmente, o espaço abriga 21 startups que atuam em áreas como fármacos, cosméticos, alimentos e economia criativa, além de escritórios do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).

Segundo o MDIC, o centro também ampliou sua presença no ecossistema regional de inovação. Em 2025, promoveu 71 eventos voltados à promoção de bionegócios e recebeu mais de 4.200 visitantes, incluindo empresários, pesquisadores, estudantes e investidores interessados no potencial da bioeconomia amazônica.

Outro destaque mencionado pelo ministério foi a reestruturação do Banco de Microrganismos do CBA, que reúne mais de três mil espécies com potencial para o desenvolvimento de novas tecnologias. Com apoio da FINEP, o espaço passou por modernização para preservar esse patrimônio biológico e ampliar seu uso em pesquisas.

Segundo o MDIC, a partir desse acervo, são desenvolvidos estudos em biotecnologia voltados à bioeconomia, como bioinsumos agrícolas, biorremediadores para tratamento de resíduos, leveduras para produção de biocombustíveis e corantes naturais para a indústria têxtil.

De acordo com o ministério, entre 2024 e 2025, o CBA firmou 122 instrumentos de cooperação, incluindo acordos técnicos, contratos de serviços e parcerias institucionais. O processo de reestruturação também envolve a modernização de 21 laboratórios e a equipe de cerca de 60 profissionais dedicados à pesquisa, inovação e desenvolvimento tecnológico.

O diretor-geral do CBA, Marcio Miranda, afirmou que “a missão é ajudar empresas a transformar o potencial da biodiversidade amazônica em inovação com valor agregado local, por meio de novos produtos e modelos de negócio baseados na bioeconomia”.

Sobre o CBA

Segundo o MDIC, desde a adoção do novo modelo de gestão em 2023, o centro atua como articulador do ecossistema de inovação em bioeconomia, conectando universidades, institutos de pesquisa, empresas, produtores e comunidades tradicionais para transformar conhecimento científico em produtos e soluções para o mercado.

O modelo de governança, estruturado pelo MDIC, conta com a gestão da Fundação Universitas de Estudos Amazônicos, em parceria com a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT). A iniciativa busca oferecer maior segurança jurídica para investidores, parceiros e para o próprio governo federal.

De acordo com o ministério, o avanço do CBA acompanha o crescimento da bioeconomia no país e reforça seu papel no desenvolvimento da bioindústria amazônica, alinhado à política industrial Nova Indústria Brasil (NIB), coordenada pelo MDIC.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.