Energia

China aumenta uso de baterias para armazenar energia solar e eólica

Com a expansão registrada até 2025, a participação de energia eólica e solar superou, pela primeira vez, a de fontes como carvão e gás na matriz elétrica chinesa.

Foto: Reprodução.

A China ampliou a geração de energia renovável e atingiu, ainda em 2024, a meta prevista para 2030 no uso de fontes eólica e solar. Ao final de 2025, a capacidade instalada dessas duas fontes ultrapassou 1.840 gigawatts, equivalente a 47,3% da capacidade elétrica do país.

Meta alcançada antes do prazo

O compromisso havia sido anunciado em 12/2020, quando o governo chinês estabeleceu a meta de 1.200 GW até 2030. O volume foi alcançado em 07/2024.

Com a expansão registrada até 2025, a participação de energia eólica e solar superou, pela primeira vez, a de fontes como carvão e gás na matriz elétrica chinesa.

Integração da geração ao sistema

O avanço das renováveis trouxe desafios operacionais. A natureza intermitente dessas fontes exige maior controle sobre variações de oferta.

Entre as demandas do sistema estão:

  • Ampliação da capacidade de armazenamento
  • Modernização da rede elétrica
  • Uso de sistemas automatizados para equilíbrio entre geração e consumo

Armazenamento cresce com uso de baterias

A China ampliou a instalação de sistemas de armazenamento em larga escala. Em 2025, a capacidade de baterias cresceu 75% em relação ao ano anterior.

Ao fim de 2025, o país alcançou 136 GW em armazenamento por baterias, cerca de 40 vezes acima do nível previsto no plano quinquenal anterior.

As baterias de íon-lítio lideram a expansão, enquanto outras tecnologias seguem em desenvolvimento:

  • Íon-sódio
  • Ar comprimido
  • Volantes de inércia
  • Armazenamento gravitacional

Hidrelétricas reversíveis ganham espaço

O armazenamento por bombeamento é a principal estratégia adotada no país. O modelo utiliza energia excedente para elevar água a reservatórios e gerar eletricidade quando necessário.

A China concentra atualmente mais projetos desse tipo do que o restante do mundo somado. A meta é adicionar cerca de 100 GW em cinco anos, além dos 59 GW já existentes.

Fonte: Click Petróleo e Gás.