
Pesquisadores das universidades de Liverpool e Lancaster desenvolveram uma técnica que converte metano em combustíveis líquidos por meio de plasma, operando em condições de temperatura e pressão ambientes. O método propõe uma alternativa aos processos tradicionais da indústria química.
A pesquisa busca transformar um gás com alto potencial de aquecimento global em matérias-primas utilizadas na produção de energia.
Como funciona o processo
A tecnologia utiliza um reator de plasma não térmico para romper as ligações químicas do metano. O sistema aplica descargas elétricas em um fluxo de gás, induzindo reações que normalmente exigiriam temperaturas superiores a 700 °C.
A partir desse processo, são formados compostos como:
- Metanol
- Ácido acético
- Outros hidrocarbonetos líquidos
Essas substâncias são utilizadas como base para combustíveis e insumos industriais.
Uso de energia renovável
Um dos pontos do estudo é a possibilidade de alimentar o sistema com fontes renováveis, como energia solar e eólica. Isso permite que o processo funcione sem a necessidade de queima de combustíveis fósseis.
A tecnologia também pode ser aplicada em áreas remotas, onde não há estrutura para processamento convencional de gás.
Eficiência e aproveitamento do metano
O sistema utiliza catalisadores que direcionam as reações químicas, reduzindo a formação de resíduos. A proposta inclui o aproveitamento do metano que seria descartado, como ocorre em operações de petróleo e gás.
Entre os pontos observados no estudo:
- Redução da energia necessária para conversão química
- Produção descentralizada de combustível
- Possibilidade de armazenamento de energia em forma líquida
O reator permite operação com acionamento imediato, o que facilita o uso de energia intermitente.
Possíveis aplicações
Os pesquisadores indicam que a tecnologia pode ser aplicada na produção de combustíveis para setores como transporte pesado e aviação.
O controle das descargas elétricas é apontado como fator central para manter a estabilidade do processo. O projeto segue em fase de ajustes para aumentar o rendimento dos produtos gerados.
A expectativa é que, com novos avanços, o método possa ser incorporado em escala industrial.











