
Embora o consumo de insetos ainda seja considerado incomum por grande parte da população, o estudo reforça os benefícios nutricionais do ingrediente. A farinha, produzida a partir de grilos ricos em proteínas, lipídios e fibras, representa uma opção de alto valor nutritivo para o mercado alimentício.
De acordo com os pesquisadores, foi possível extrair tanto as proteínas quanto os componentes lipídicos e fibrosos do inseto. Essa etapa do processo aumenta o valor agregado do produto e amplia as possibilidades de aplicação na indústria de alimentos.
O desenvolvimento da farinha levou cerca de oito anos de estudos. Os especialistas destacam que ela pode ser utilizada como suplemento, incorporada em pães, refeições ou até mesmo bebidas, com múltiplas possibilidades de formulação.
Segundo os cientistas, a farinha de grilo tem potencial para proteger compostos de interesse, além de ser incorporada em produtos de panificação e bebidas. Essa versatilidade abre caminho para inovações no setor de alimentos sustentáveis.
No entanto, o avanço comercial encontra obstáculos na legislação brasileira, que ainda não possui regras específicas para alimentos feitos com insetos. Os responsáveis pelo projeto aguardam o desenvolvimento de normas que possam viabilizar a produção em escala e a comercialização do produto.
Fonte: Band.








