
Santa Catarina atingiu 12 Indicações Geográficas (IGs) reconhecidas pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi). O mais recente registro foi concedido ao alho roxo produzido no Planalto Catarinense, que recebeu a Denominação de Origem (DO), certificação que atesta a relação direta entre as características do produto e o território de origem.
A certificação abrange os municípios de Caçador, Lebon Régis, Fraiburgo, Monte Carlo, Brunópolis, Curitibanos e Frei Rogério. Com o reconhecimento, o alho roxo do Planalto Catarinense passa a integrar a lista de produtos catarinenses com certificação oficial de identidade, qualidade e vínculo territorial.
Segundo o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Admir Dalla Cort, a certificação do alho roxo do Planalto Catarinense como Indicação Geográfica representa um avanço para os produtores e para o setor agroindustrial do estado.
“Essa certificação valoriza um produto que reflete a identidade da região, reconhece o trabalho das famílias produtoras ao longo das gerações e reforça a competitividade dos produtos catarinenses”, afirmou o secretário.
Características
A Denominação de Origem reconhece que as qualidades do alho roxo da região resultam de fatores naturais e humanos presentes no território. Estudos apresentados ao Inpi indicam que o produto possui características próprias relacionadas às condições geográficas do Planalto Catarinense, diferenciando-se de alhos cultivados em outras regiões do Brasil.
Entre os fatores que influenciam essas características estão o clima subtropical frio de altitude, a elevada amplitude térmica, a ocorrência frequente de geadas, o fotoperíodo das latitudes meridionais e os solos derivados de basalto. Essas condições favorecem um desenvolvimento mais lento das plantas e estimulam o acúmulo de compostos responsáveis pela coloração, aroma, pungência e propriedades funcionais do alho.
Pesquisas também indicam que os bulbos produzidos no Planalto Catarinense apresentam coloração roxa mais intensa e maior concentração de compostos voláteis em comparação com amostras cultivadas em outras regiões do país.
Valorização
Além das condições naturais, o reconhecimento reforça o valor do conhecimento acumulado pelos produtores locais ao longo das gerações. Técnicas de seleção clonal, escolha de áreas de cultivo, manejo agrícola, cura e armazenamento contribuem para a identidade do produto. O método tradicional de cura na região, por exemplo, está ligado ao aumento do aroma característico do alho roxo.
De acordo com os estudos que fundamentaram o pedido, materiais genéticos similares cultivados fora da área delimitada não reproduzem completamente as mesmas características de coloração, aroma, pungência e composição fitoquímica observadas no Planalto Catarinense, reforçando a relação entre o produto e seu território de origem.
Fonte: Planeta Campo.








