
Especialistas apontam que o mercado de fertilizantes nitrogenados está em um momento de forte tendência de alta, influenciado por restrições logísticas no Estreito de Ormuz, o que aumenta a percepção de escassez de oferta entre os participantes.
Na demanda, o cenário também se mostra aquecido, com dois importantes países importadores em disputa: o Brasil, que tradicionalmente aumenta suas compras nesta época do ano, e a Índia, que busca reposição de estoques para o período de maior consumo.
Para os compradores brasileiros, a persistência desse aumento representa um desafio, segundo o analista de mercado Tomás Pernías. Ele destaca que os produtores estão se preparando para a próxima safra, o que costuma elevar ainda mais as importações.
De acordo com Pernías, os volumes de ureia, sulfato de amônio e nitrato de amônio importados entre janeiro e junho indicam níveis de estoque de nitrogênio inferiores aos de anos anteriores. Assim, a expectativa é de que as compras brasileiras continuem a crescer nas próximas semanas.
O analista observa que, até o momento, a relação de troca de ureia por grãos permanece relativamente favorável para o agricultor, diferentemente do mercado de fosfatados, que apresenta condições menos vantajosas.
“As relações de troca entre milho e ureia continuam próximas à média dos últimos anos, indicando que os agricultores ainda não foram fortemente afetados pela alta recente do fertilizante. Por outro lado, as condições de troca envolvendo fosfatos estão desfavoráveis, pressionando a rentabilidade agrícola”, explicou Pernías.
Fonte: Globo Rural.








