Agricultura

Diferença entre variedades tolerantes e resistentes no agronegócio

No setor agro brasileiro, o uso de variedades resistentes e tolerantes é uma estratégia eficaz para controle de pragas, especialmente em culturas de batata, aumentando a segurança e a produtividade na produção. Essas variedades, que atuam retardando ou impedindo a entrada de pragas, complementam práticas de manejo integrado e podem reduzir perdas, melhorando a sustentabilidade da lavoura.

Variedades tolerantes e resistentes ajudam no controle de pragas na lavoura, complementando o manejo integrado e contribuindo para maior segurança e produtividade na produção agrícola - Foto: Reprodução.
Variedades tolerantes e resistentes ajudam no controle de pragas na lavoura, complementando o manejo integrado e contribuindo para maior segurança e produtividade na produção agrícola – Foto: Reprodução.

O cuidado com as pragas é uma das principais preocupações de quem trabalha no campo. Em pesquisas sobre melhores práticas de plantio ou no manejo de problemas nas plantações, costuma-se indicar o uso de variedades tolerantes e resistentes. Mas você conhece as diferenças entre esses dois termos?

Diferenças entre variedades tolerantes e resistentes

O uso de variedades tolerantes e resistentes é uma das estratégias mais eficazes para o controle de pragas e doenças na lavoura. Embora existam diversos inseticidas, herbicidas, fungicidas e técnicas de controle biológico ou manual, nem sempre é possível evitar completamente o surgimento de problemas.

Na prática, a diferença entre variedades tolerantes e resistentes muitas vezes não é claramente percebida. Segundo especialistas¹, resistência refere-se à capacidade da planta de suprimir, retardar ou impedir a entrada ou ação de pragas e patógenos.

Resistência pode envolver a destruição do agente causador, caso a planta consiga suprimir sua ação. Quando há retardo, a contaminação ocorre, mas sua propagação e os danos são mais lentos. A prevenção, por sua vez, impede que a praga ou doença entrem na planta, evitando que se desenvolvam.

Mesmo que a cultura seja afetada, a doença pode não evoluir. A resistência oferece ao produtor tempo para agir e buscar meios de controle mais eficazes. Além disso, plantas resistentes tendem a estar protegidas nos estágios iniciais de crescimento, quando estão mais vulneráveis.

O cuidado deve ser maior nas fases iniciais de desenvolvimento, pois a resistência aumenta com o crescimento da planta. No entanto, o uso de variedades resistentes não dispensa o manejo adequado, sendo uma ferramenta adicional para a saúde da lavoura.

O uso de variedades resistentes não garante proteção total. Elas devem ser consideradas como parte de uma estratégia integrada de manejo de pragas e doenças, complementando o uso de defensivos, controle biológico e boas práticas agrícolas.

Variedades tolerantes e sua aplicação

As variedades tolerantes atuam de forma semelhante às resistentes, oferecendo uma resposta positiva às pragas e doenças, permitindo o desenvolvimento da cultura. No entanto, não há garantia de que a produtividade seja mantida em condições adversas.

O diferencial das variedades tolerantes é que elas reduzem os impactos no crescimento e na qualidade da colheita, apresentando menor influência na produtividade, mesmo quando expostas a pragas ou doenças.

Como aplicar variedades tolerantes e resistentes

Produtores devem avaliar as pragas mais comuns em sua região, considerando clima, solo e condições locais. Assim, podem escolher cultivares mais resistentes ou tolerantes às ameaças específicas.

Para grandes produções, o tratamento industrial de sementes, com melhoramentos genéticos, pode aumentar a tolerância a riscos, oferecendo maior segurança na lavoura.

Práticas de manejo integrado de pragas, uso de defensivos agrícolas e a manutenção de uma nutrição adequada são essenciais para garantir a saúde da cultura e a produtividade.

A compreensão dessas estratégias auxilia na tomada de decisão para uma produção mais eficiente e sustentável. A adoção de variedades tolerantes e resistentes deve fazer parte de um planejamento integrado de manejo.

Referências

Associação Brasileira da Batata

Fonte: Bel Agro.