
Estiagem é o período em que a quantidade de chuva é insuficiente para reabastecer a umidade do solo, podendo afetar o desenvolvimento das culturas. É importante estar preparado para minimizar os impactos dessa condição climática.
Existem seguros públicos, como a Garantia Safra, que ajudam a mitigar os prejuízos causados pela estiagem. No entanto, adotar práticas preventivas e de manejo adequado é fundamental para garantir a produtividade e a rentabilidade da lavoura.
7 ações para reduzir os prejuízos com a estiagem
Além da irrigação, que é a medida mais direta, é importante adotar cuidados adicionais para proteger a lavoura de adversidades relacionadas à falta de água, como pragas e baixa produtividade. Essas ações contribuem para a resistência das plantas às condições de estiagem.
1 – Reforce a nutrição
Embora o reforço na nutrição seja importante, ele não substitui a irrigação adequada. A combinação de ambos fatores proporciona uma condição mais favorável para as plantas durante períodos de estiagem, ajudando a evitar perdas irreversíveis.
Aeração do solo e preservação da cobertura vegetal são essenciais para manter a umidade e melhorar a capacidade de retenção de água. A rotação de culturas também contribui para a saúde do solo e a conservação da umidade.
2 – Cuide com as características do solo
Se a propriedade estiver próxima a áreas de vegetação mais alta, como plantações de eucalipto, recomenda-se ampliar o trecho de desbaste para reduzir o risco de incêndios e proteger a lavoura.
A utilização de tecnologias, como sistemas de informações geográficas (SIG) e agricultura de precisão, permite monitorar em tempo real as condições do solo e do clima, facilitando a tomada de decisões antecipadas para o manejo da lavoura.
Ferramentas tecnológicas possibilitam avaliar o nível de umidade e a composição do solo, otimizando ações de irrigação e manejo, o que é especialmente importante em períodos de seca prolongada.
3 – Previna a lavoura de queimadas
A hidroponia cultiva plantas em soluções nutritivas dentro de estufas, eliminando a necessidade de solo e facilitando o controle das condições de cultivo em ambientes de escassez hídrica.
O método in situ consiste na aração do solo para criar camalhões, que aumentam a captação e retenção de água quando as chuvas ocorrem, reduzindo a dependência de irrigação.
Investir em sistemas de captação de água da chuva e em poços, como cacimbas ou poços profundos, é uma estratégia eficiente para garantir o abastecimento durante períodos de estiagem, desde que sejam adequadamente tratados e autorizados legalmente.
4 – Recorra à tecnologia
A escolha de sistemas de irrigação eficientes e bem projetados é crucial para evitar perdas de água e assegurar que a lavoura receba a quantidade necessária de umidade, minimizando os efeitos da seca.
A manutenção de níveis adequados de umidade no solo é fundamental para o desenvolvimento das culturas, influenciando diretamente na produtividade e na estabilidade econômica do produtor.
5 – Utilize outras técnicas de plantio
Uma forma de driblar a estiagem é aproveitar técnicas de plantio que dispensem a necessidade do solo ou aproveitem ao máximo a forma de prepará-lo para preservar a umidade. No primeiro caso, estamos falando da hidroponia, muito utilizada no plantio de hortaliças e que cultiva as plantas imersas em uma solução nutritiva diluída em água, tudo dentro de uma estufa.
Outra técnica é a chamada “in situ”, que nada mais é que a aração do solo com o objetivo de deixar camalhões (faixas de terra altas e largas) onde as sementes devem ser plantadas. Desse modo, quando a chuva ocorrer, a água é captada nos vãos de terra, melhorando a absorção e reduzindo a dependência da irrigação.
6 – Invista em sistemas de coleta e captação de água
A construção de estruturas para captação de água da chuva é um investimento benéfico para épocas de estiagem, mas também para reaproveitamento da água. Dependendo do tempo em que essa água ficar armazenada, é importante buscar um jeito de tratá-la para eliminar impurezas.
Há ainda os poços, que podem ser de dois tipos: o cacimba (chamado também de poço amazonas, poço caipira ou poço simples), que pode chegar a, no máximo, 20 metros de profundidade, e o tubular profundo, que pode chegar a 2 mil metros. Este último, além de exigir um investimento maior (pois é feito com uma sonda perfuratriz), requer autorização legal.
7 – Invista em um sistema de irrigação
Contar com sistemas de coleta e captação de água é o primeiro passo, só que eles precisam da complementação principal: um sistema de irrigação. A disponibilidade de água deve ser a preocupação inicial, mas tendo acesso a ela, o segundo passo é levá-la até a lavoura por meio de uma estrutura eficaz e bem projetada.
Por que tomar tantos cuidados?
A resposta básica a esta pergunta é que, sem um nível seguro de umidade do solo, poucas culturas podem se desenvolver adequadamente. Com um desenvolvimento abaixo do necessário, o rendimento do produtor diminui, sem contar as perdas na produção que, somadas ao lucro reduzido, podem trazer muitas dificuldades.
Com menos produtos no mercado, o preço aumenta para todos, gerando um problema social bem relevante. Por isso é essencial investir em maneiras ― como as que apresentamos aqui ― para diminuir o impacto dos períodos de seca na lavoura.
Fonte: Bel Agro.









