Dicas Agro

Tipos de bicos de pulverização e critérios para escolher o adequado

Peças de pulverização de alta durabilidade, como bicos cerâmicos, são essenciais no setor agro do Brasil para otimizar a aplicação de defensivos e fertilizantes, impactando na produtividade. A escolha adequada do material e modelo, considerando fatores como pressão e frequência de uso, aumenta a eficiência e reduz perdas.

A escolha adequada dos bicos de pulverização, considerando modelo, material e critérios de uso, é essencial para garantir eficiência na aplicação de defensivos e fertilizantes agrícolas - Foto: Reprodução.
A escolha adequada dos bicos de pulverização, considerando modelo, material e critérios de uso, é essencial para garantir eficiência na aplicação de defensivos e fertilizantes agrícolas – Foto: Reprodução.

Peças de pulverização de tamanho reduzido, essenciais na aplicação de defensivos agrícolas e fertilizantes foliares, desempenham papel estratégico na eficiência do produto, impactando na produtividade e na qualidade dos resultados.

A diversidade de modelos de bicos de pulverização disponíveis no mercado exige conhecimento técnico para selecionar a opção mais adequada às necessidades específicas de cada aplicação.

Materiais de fabricação dos bicos de pulverização

Os materiais mais comuns na fabricação de bicos são plástico, cerâmica, inox e latão. A escolha do material deve considerar a uniformidade na aplicação, recomendando-se o uso do mesmo tipo em toda a barra de pulverização.

Bicos plásticos oferecem resistência ao desgaste, possuem menor custo de produção e apresentam durabilidade até seis vezes maior que os de latão. No entanto, sua vida útil é inferior à dos bicos cerâmicos.

Bicos cerâmicos apresentam maior resistência à abrasão e maior durabilidade, podendo durar até 50 vezes mais que os de latão. Apesar do custo mais elevado, sua resistência faz deles uma opção indicada para aplicações frequentes e com produtos abrasivos.

A escolha do material deve considerar a frequência de uso e a pressão de trabalho, pois esses fatores influenciam na durabilidade. Para aplicações esporádicas, os plásticos podem ser suficientes; para uso contínuo e alta pressão, os cerâmicos são mais recomendados.

Modelos de bicos de pulverização

Os principais tipos de bicos são o leque, que distribui o líquido em forma de leque, e o cônico, que possui padrão circular. Cada modelo possui variações que afetam a trajetória e o tamanho das gotas, sendo importante conhecer suas funcionalidades para uma aplicação eficiente.

  • Leque plano padrão: utilizado em pulverizadores de barra, requer atenção ao espaçamento entre bicos para garantir cruzamento dos jatos e cobertura uniforme das plantas.
  • Leque plano uniforme: indicado para pulverizadores costais, distribui a calda de forma uniforme sem necessidade de cruzamento, ideal para aplicação em toda a faixa.
  • Cone cheio: distribui gotas em forma circular cheia, com ângulos ajustáveis, sendo indicado para áreas com grande quantidade de folhas devido à concentração de gotas no centro.
  • Cone vazio: distribui gotas em formato de anel, com ajuste de ângulo, produz gotas mais finas e requer cuidado para evitar deriva, devido à menor concentração de gotas no centro.

Outros tipos incluem bicos com indução de ar, que reduzem a deriva, bicos de impacto, que suportam maior pressão, e leques duplos, que emitem dois jatos em direções diferentes.

Critérios para escolher os bicos de pulverização

A seleção deve considerar o tipo de defensivo, a mistura de adjuvantes, a altura da barra, o espaçamento entre bicos e a faixa de pressão. Optar por modelos que minimizem a deriva também é importante para maior eficiência.

A análise conjunta desses fatores auxilia na escolha do bico mais adequado. Recomenda-se a consulta a um profissional especializado para garantir a melhor performance, além de cuidados na limpeza e manutenção dos bicos após a utilização.

Fonte: Bel Agro.