
O Instituto Biológico desempenha papel estratégico na proteção da agricultura brasileira, atuando no combate a parasitas e no diagnóstico de doenças dos rebanhos.
A instituição oferece serviços especializados de identificação de pragas, doenças e outros problemas fitossanitários que podem afetar a produtividade das lavouras, além de apoiar processos de exportação e o controle de entrada de organismos nocivos no país.
O trabalho inicia no setor de triagem vegetal, onde são recebidas amostras enviadas de diversas regiões do Brasil. Folhas, frutos, sementes, raízes, galhos, flores e partes do solo podem ser encaminhados para análise, conforme os sintomas observados pelo produtor.
Após o cadastro, o material é encaminhado a laboratórios especializados, onde equipes multidisciplinares investigam a presença de fungos, bactérias, vírus, viroides, fitoplasmas, insetos e ácaros.
A definição dos testes é baseada nos sintomas apresentados pelas plantas, em procedimento semelhante ao diagnóstico na medicina humana: inicialmente, são avaliados os indícios da doença e, posteriormente, são realizados exames específicos para confirmação.
A análise pode incluir observação em microscópios, incubação em condições controladas para estimular o desenvolvimento de fungos, cultivo em meios nutritivos e técnicas moleculares, como PCR e testes sorológicos, que identificam com precisão o agente causador.
Tempo de análise
O prazo para emissão dos laudos varia conforme o tipo de amostra e o método de diagnóstico. A identificação de insetos ou ácaros, por exemplo, pode ser concluída em até três dias úteis.
Exames laboratoriais mais complexos geralmente levam cerca de sete dias. Em culturas como a batata, o processo pode ultrapassar um mês, devido à necessidade de observar o desenvolvimento de patógenos após germinação do tubérculo e formação de folhas.
Apoio às exportações e barreira fitossanitária
Segundo a pesquisadora Silvia Galleti, o Instituto Biológico também presta serviço essencial ao comércio internacional, realizando análises fitossanitárias para produtores que desejam exportar frutas, sementes ou outros produtos agrícolas, garantindo a conformidade com as exigências de países importadores.
Os laboratórios são credenciados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e reconhecidos pelo Inmetro, habilitando a emissão de laudos oficiais utilizados na documentação de exportação.
Produtos agrícolas que entram no Brasil por portos, aeroportos ou fronteiras terrestres podem ser encaminhados ao Instituto para verificação de organismos que ainda não existem no território nacional, contribuindo para a barreira fitossanitária e minimizando o risco de introdução de novas pragas. “Essa carga pode estar trazendo aqui para o nosso país algum problema fitossanitário”, afirma Galleti.
Atendimento além das lavouras
O Instituto também atende hortas urbanas, pequenos produtores e demandas relacionadas à agricultura urbana, ampliando o alcance das ações de sanidade vegetal.
Além dos serviços prestados, a instituição realiza atividades de pesquisa científica, produção de conhecimento e formação de profissionais por meio de programas de pós-graduação.
Fonte: Planeta Campo.










