Agronegócio

Atualização do Zarc melhora planejamento do milho no Rio Grande do Sul

Com a atualização, os resultados passaram a refletir a metodologia adotada para o zoneamento da cultura, havendo diferenças em relação à safra anterior devido às alterações metodológicas incorporadas nesta versão.

Foto: Ministério da Agricultura e Pecuária
Foto: Ministério da Agricultura e Pecuária

Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), foram atualizados os dados do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) para a cultura do milho de primeira safra no Rio Grande do Sul.

Após a publicação das portarias relativas ao zoneamento, o setor produtivo apresentou manifestações acerca do calendário de semeadura em municípios da região noroeste do estado. Essas demandas foram encaminhadas para reavaliação pelo grupo de trabalho responsável pelo Zarc do milho.

Na revisão, a equipe técnica da Embrapa identificou um equívoco na programação de pós-processamento dos dados referentes ao mês de agosto, especificamente aos decêndios críticos para a ocorrência de geada. Na configuração utilizada, foram considerados como críticos os decêndios da semeadura, quando o correto era considerar os decêndios da fase de pós-emergência da cultura. Como consequência, o risco de geada em alguns municípios foi superestimado, o que impactou as janelas indicadas para a semeadura.

Os dados foram corrigidos e já estão disponíveis no Painel de Indicação de Riscos.

Com a atualização, os resultados passaram a refletir a metodologia adotada para o zoneamento da cultura, havendo diferenças em relação à safra anterior devido às alterações metodológicas incorporadas nesta versão.

Dentre as mudanças implementadas no Zarc para o milho, destacam-se a atualização da base de dados meteorológicos, com uso da série histórica de 1992 a 2022 e ampliação do número de estações meteorológicas consideradas, além da adoção de um modelo de classificação de solos em seis níveis de água disponível (AD). Essa classificação leva em conta a proporção de areia, silte e argila no solo, substituindo o modelo anterior, que utilizava três classes de solo (arenoso, médio e argiloso).

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária.