Ciência

Embrapa mede emissão de metano por bovinos para reduzir impacto ambiental na pecuária

Pesquisadores da Embrapa Gado de Corte, no Brasil, utilizam equipamentos de alta precisão para medir e reduzir as emissões de metano de bovinos, promovendo práticas mais sustentáveis na pecuária. Essas análises ajudam a identificar dietas eficientes, aumentando a produção e diminuindo a pegada de carbono do setor agropecuário.

Foto: reprodução/Planeta Campo
Foto: reprodução/Planeta Campo

Pesquisadores da Embrapa Gado de Corte utilizam equipamentos e análises laboratoriais de alta precisão para quantificar a emissão de metano dos bovinos. Essas informações subsidiam estratégias para tornar a pecuária mais eficiente e sustentável, além de fundamentar programas de agricultura de baixo carbono e certificações ambientais.

Os bovinos são equipados com uma canga, instalada no pescoço, que posiciona uma cânula próxima à boca e às narinas. Durante o dia, o dispositivo captura gases liberados na respiração e na eructação, responsáveis pela maior parte das emissões de metano.

Tecnologia Embrapa
Canga. Foto: reprodução/Planeta Campo

Após a coleta, o gás é transferido para recipientes herméticos chamados vials no laboratório de cromatografia. As amostras são então analisadas por um cromatógrafo, que identifica e quantifica a concentração de metano presente em cada coleta.

Os dados obtidos são enviados aos pesquisadores, que comparam diferentes sistemas de produção, cultivares de forrageiras, dietas e manejos para avaliar estratégias de alimentação.

De acordo com a Embrapa, as medições permitem comprovar cientificamente quais práticas reduzem a pegada de carbono da pecuária.

Menos metano, maior eficiência na produção animal.

A redução na emissão de metano também traz benefícios produtivos, pois o gás representa uma perda de energia durante a digestão dos alimentos.

Segundo Renato Oliveira, técnico de laboratório da Embrapa Gado de Corte, “quanto menos metano emitido, mais energia fica disponível para o animal”.

O que acontece dentro do rúmen.

No laboratório, os cientistas analisam o líquido ruminal para determinar a quantidade de ácidos graxos produzidos na fermentação dos alimentos.

Por meio de técnicas cromatográficas, é possível separar e quantificar essas moléculas, avaliando como diferentes dietas, suplementos e aditivos influenciam o metabolismo do animal.

A partir dessas análises, é possível identificar dietas mais eficientes e que contribuem para a redução de produtos indesejáveis, como o metano, durante a fermentação ruminal, explica Caroline Paes, técnica da Embrapa Gado de Corte.

Mudanças na alimentação podem modificar a produção de compostos e diminuir a formação de metano, sem prejudicar o desempenho dos bovinos.

Os estudos incluem análises em laboratório, simulando o processo digestivo, e coletas de amostras do rúmen diretamente nos animais.

Fonte: Planeta Campo.