Economia

Brasil impulsiona parcerias internacionais com NIB e novos acordos comerciais

Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o ministro Márcio Elias Rosa afirmou nesta terça-feira (23/6), durante a abertura do II Fórum de Investimentos Brasil-União Europeia, que o país vive um momento favorável para estabelecer parcerias internacionais. O evento foi realizado na ApexBrasil. De acordo com o ministro, ao lado do comissário …

Foto: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
Foto: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o ministro Márcio Elias Rosa afirmou nesta terça-feira (23/6), durante a abertura do II Fórum de Investimentos Brasil-União Europeia, que o país vive um momento favorável para estabelecer parcerias internacionais. O evento foi realizado na ApexBrasil.

De acordo com o ministro, ao lado do comissário europeu Jozef Síkela e da embaixadora da União Europeia no Brasil, Marian Schuegraf, os avanços da economia brasileira e as diretrizes da Nova Indústria Brasil (NIB) reposicionam o país de forma estratégica para liderar parcerias globais em áreas como sustentabilidade, transição ecológica e bioeconomia.

Segundo o MDIC, Elias Rosa destacou que a nova indústria brasileira busca ser mais exportadora, competitiva, produtiva e sustentável. Ele reforçou que a sustentabilidade deve ser o alicerce do desenvolvimento econômico do país, ressaltando o potencial de fontes renováveis de energia, recursos hídricos abundantes e o compromisso do governo com a redução de desmatamento. O ministro também afirmou que, por meio da NIB, o Brasil aposta na agregação de valor e no fortalecimento de parcerias internacionais.

O ministro mencionou a consolidação do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, além de acordos com EFTA e Singapura, além de outras negociações em andamento. Segundo ele, esses acordos representam uma resposta política importante contra a adoção de barreiras tarifárias ou não tarifárias desnecessárias.

Além disso, Elias Rosa destacou que o objetivo do governo é criar um ambiente de negócios que ofereça segurança jurídica, previsibilidade econômica e estabilidade política, promovendo maior integração entre as nações.

Alianças de longo prazo

Segundo o MDIC, o comissário europeu Jozef Síkela afirmou estar no Brasil para fortalecer a parceria entre a União Europeia e o país. Ele ressaltou que a cooperação baseada em regras, benefícios mútuos e alianças de longo prazo costuma ser substituída por soluções rápidas, o que pode comprometer os resultados.

Síkela destacou o acordo Mercosul-UE como um caminho para aprofundar a parceria entre os blocos. Segundo ele, ambos compartilham compromissos com a democracia, multilateralismo e ação climática, mesmo em um cenário global marcado por choques e guerras comerciais.

Na mesma ocasião, a embaixadora da União Europeia no Brasil, Marian Schuegraf, afirmou que o acordo Mercosul-UE oferece uma nova oportunidade para fortalecer a parceria por meio de investimentos, competitividade e cooperação estratégica de longo prazo. Ela destacou que, embora o acordo crie um quadro mais previsível e competitivo, cabe às empresas, governos e instituições financeiras transformar esse potencial em resultados concretos.

O presidente do Conselho Curador do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI), José Pio Borges, ressaltou que os desafios das novas tecnologias exigem uma integração estratégica e complementaridade entre Brasil e Europa. Segundo ele, a força do Brasil e da União Europeia reside na complementaridade, exemplificando com o setor de terras raras, em que ambos podem dominar toda a cadeia produtiva, desde a extração mineral até aplicações em inteligência artificial e defesa.

De acordo com o presidente da ApexBrasil, Laudemir André Muller, mesmo diante de um cenário internacional desafiador, o Brasil tem registrado recordes de exportação e atração de investimentos. Ele destacou que, no ano anterior, o país atraiu US$ 70 bilhões em investimentos, resultado de uma estratégia de entendimento, negociação e abertura ao mercado.

O fórum foi realizado em parceria com a Delegação da União Europeia no Brasil, a ApexBrasil e o Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI).

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.