
A balança comercial brasileira encerrou julho de 2026 com superávit de US$ 7,07 bilhões, resultado 1% superior ao registrado no mesmo mês de 2025. As exportações somaram US$ 34,12 bilhões, enquanto as importações alcançaram US$ 27,05 bilhões.
Segundo dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), as vendas brasileiras ao exterior cresceram 6,2% na comparação anual. As importações aumentaram 7,6%. Com isso, a corrente de comércio, que reúne exportações e importações, chegou a US$ 61,17 bilhões, alta de 6,8%.
As exportações cresceram nos três principais setores econômicos. A agropecuária movimentou US$ 7,82 bilhões, aumento de 9,3%. A indústria extrativa registrou US$ 8,23 bilhões, com expansão de 10,8%, enquanto a indústria de transformação alcançou US$ 17,83 bilhões, avanço de 2,4%.
Na agropecuária, o crescimento foi impulsionado principalmente pelas exportações de animais vivos, que aumentaram 29,9%; algodão em bruto, com alta de 27,2%; e soja, cujas vendas externas cresceram 17,4%.
Em sentido contrário, as exportações de café não torrado recuaram 21,8%, enquanto as vendas de milho não moído caíram 14,9%. Na indústria extrativa, houve redução de 7,9% nos embarques de minério de ferro. Açúcares e melaços tiveram queda de 30,1% na indústria de transformação.
Do lado das importações, a indústria de transformação concentrou US$ 25,09 bilhões, crescimento de 6,9%. As compras externas da indústria extrativa aumentaram 31,4%, chegando a US$ 1,32 bilhão. Já as importações de produtos agropecuários recuaram 4,1%, para US$ 480 milhões.
Comércio com os principais parceiros
A China permaneceu como o principal destino dos produtos brasileiros. As exportações para o país asiático cresceram 8,6% e somaram US$ 10,67 bilhões em julho. As importações de produtos chineses alcançaram US$ 6,42 bilhões, resultando em superávit brasileiro de US$ 4,26 bilhões.
As vendas para os Estados Unidos diminuíram 5%, totalizando US$ 3,64 bilhões. As importações de produtos norte-americanos cresceram 0,6% e chegaram a US$ 4,28 bilhões, deixando o Brasil com déficit de US$ 640 milhões nessa relação comercial.
Para a União Europeia, as exportações cresceram 3,9%, para US$ 4,78 bilhões. As importações avançaram 6,5% e atingiram US$ 5,01 bilhões. Já as vendas para a Argentina recuaram 13,9%, somando US$ 1,42 bilhão.
Acumulado do ano
Entre janeiro e julho de 2026, as exportações brasileiras totalizaram US$ 218,55 bilhões, crescimento de 10,5% em relação ao mesmo período de 2025. As importações alcançaram US$ 169,51 bilhões, alta de 5,5%.
O saldo comercial acumulado chegou a US$ 49,04 bilhões, expansão de 31,9%. A corrente de comércio somou US$ 388,06 bilhões, aumento de 8,2%.
As informações estão disponíveis no COMEXSTAT.
Mais detalhes podem ser acessados neste link.
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.








