Economia

Brasil precisa de política industrial de longo prazo, afirma ministro do MDIC

NIB já contratou R$ 653 bilhões em projetos voltados à inovação, competitividade e expansão das exportações brasileiras

Foto: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
Foto: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

Durante cerimônia em celebração do Dia da Indústria, realizada nesta segunda-feira (25/05), o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, destacou a importância de consolidar uma política industrial de longo prazo no Brasil, que vá além de mandatos governamentais.

No evento realizado na Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), o ministro ressaltou a resiliência do setor privado e apresentou um balanço da iniciativa Nova Indústria Brasil (NIB). Segundo o ministério, até 2026, a política já disponibilizou R$ 713 bilhões em recursos, sendo R$ 653 bilhões já contratados, abrangendo mais de 428 mil projetos financiados em todo o país.

“Não há uma data específica para fazer o que é necessário, todo dia é dia. A atividade industrial é fundamental. Se ela não for cuidada e preservada, pode gerar prejuízos irreparáveis, como o gap tecnológico, perda de competitividade e redução de produtividade”, afirmou o ministro. Ele acrescentou que a retomada do crescimento industrial no Brasil ocorreu, em grande parte, graças à implementação da NIB.

Nova Indústria Brasil

De acordo com o ministro, a NIB difere de modelos do passado ao focar no desenvolvimento de cadeias produtivas estruturadas em torno de seis missões essenciais. Ele destacou que o engajamento do setor produtivo nessas missões reflete os créditos disponibilizados pelo governo federal para impulsionar a indústria brasileira.

Além disso, o ministro citou outros programas do MDIC que estimularam o investimento privado, como o Mover (Mobilidade Verde e Sustentável), que resultou na concessão de R$ 19 bilhões em créditos tributários, gerando R$ 190 bilhões em investimentos nos setores automotivo e de autopeças. Também foi mencionado o programa de Depreciação Acelerada, voltado à renovação do parque industrial.

Segundo Márcio Elias Rosa, a implementação da NIB tem refletido positivamente em diversos indicadores econômicos, como o crescimento da produção industrial, estimado em cerca de 5%; a manutenção de uma das menores taxas de desemprego da história, atualmente em 5,1%; e o recorde nas exportações, que se mantém por três anos consecutivos.

Acordos Internacionais

O ministro também destacou avanços no comércio exterior. Ele anunciou que, em 1º de maio, entrou em vigor o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia. Além disso, confirmou o progresso nas negociações com a EFTA, Singapura, e a proximidade de um entendimento entre Mercosul e Canadá.

Para proteger o mercado nacional de instabilidades externas e barreiras tarifárias internacionais, o governo federal criou duas linhas de apoio financeiro. O Brasil Soberano 1, com R$ 30 bilhões, destinado a mais de 600 empresas exportadoras afetadas por sobretaxas nos Estados Unidos, e o Brasil Soberano 2, lançado neste ano, com R$ 15 bilhões, voltado a mitigar impactos logísticos e de custos decorrentes de conflitos no Oriente Médio e gargalos no Estreito de Ormuz.

De acordo com o ministro, “desindustrializar é fácil, mas promover a reindustrialização exige decisão política, recursos, planejamento de longo prazo e a colaboração entre setor público e setor privado”. Ele reforçou o compromisso do governo com o desenvolvimento da indústria nacional.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.