Agronegócio

Exportações de gado vivo atingem recordes em 2026 e elevam os preços na pecuária brasileira

Com forte demanda do Oriente Médio e Norte da África, o Brasil registra aumento expressivo na exportação de gado vivo, impulsionando os preços e fortalecendo a posição do setor no mercado internacional.

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Exportações de gado vivo. Foto: Reprodução.

Dados do Farmnews, com base na COMEX, indicam que a receita com a venda de bovinos em pé somou US$ 173 milhões em abril, quase triplicando o valor registrado no mesmo período do ano anterior, que foi de US$ 62 milhões. Este resultado coloca o mês como o segundo mais lucrativo da história, ficando atrás apenas de janeiro, quando as vendas atingiram US$ 200 milhões.

Além do crescimento na receita, o volume de animais exportados também apresentou avanço significativo. De janeiro a abril, o Brasil embarcou aproximadamente 193 mil toneladas de gado vivo, um aumento de 63% em relação ao mesmo período de 2025. O faturamento acumulado nesses quatro meses já supera US$ 546 milhões, a maior marca para o período na série histórica.

Outro aspecto que chama a atenção é a valorização do preço médio dos animais exportados. Entre janeiro e abril, o valor por quilo atingiu US$ 2,83, estabelecendo um novo recorde para o segmento e reforçando o momento favorável do mercado.

A análise da Agrifatto reforça que o aumento das exportações reflete a competitividade da pecuária brasileira e o apetite crescente dos mercados internacionais. Em abril, o país exportou cerca de 138 mil cabeças de gado em pé, um avanço de 65% frente a março e mais de 111% na comparação anual.

Segundo a consultoria, a forte demanda de países do Oriente Médio e do Norte da África mantém o ritmo de embarques elevado, sustentando o crescimento do setor.

Em abril, a receita gerada pelos embarques atingiu US$ 164 milhões, com uma média de US$ 89 por arroba, em torno de 55 mil toneladas comercializadas.

Principais destinos da exportação brasileira de gado vivo

Os principais destinos das exportações brasileiras de gado vivo concentram-se em países do Oriente Médio e Norte da África. Segundo a Agrifatto, Turquia, Egito, Iraque, Marrocos e Líbano responderam por quase toda a quantidade embarcada em abril, com destaque para o Pará, que lidera a origem dos animais, respondendo por 51,65% do total nacional. Rio Grande do Sul e Tocantins completam o ranking, com 25% e 7%, respectivamente.

Carne bovina também registra desempenho histórico

O bom momento do setor não se limita ao gado vivo. As exportações de carne bovina brasileira também atingiram recordes em abril, somando US$ 1,57 bilhão, um crescimento de quase 30% em relação ao mesmo mês de 2025. A China permanece como principal compradora, importando 135 mil toneladas do produto no mês, aumento de 27% frente ao recorde anterior.

Além da China, outros mercados, como os Estados Unidos, vêm ampliando suas compras, o que reforça a disputa internacional pela carne brasileira e sinaliza uma tendência de maior relevância dessas nações no comércio externo.

Perspectivas de mercado e fundamentos positivos

O cenário atual da pecuária brasileira é considerado favorável por especialistas, que apontam para uma combinação de exportações aquecidas, preços em alta e uma demanda internacional sólida. Essa conjuntura contribui para a valorização da arroba e alimenta o otimismo entre produtores e exportadores.

A oferta mais ajustada, aliada ao forte ritmo de vendas externas e ao interesse crescente de mercados estrangeiros pela proteína brasileira, explica o aumento recente nos preços e o crescimento do setor como um todo.

Fonte: Compre Rural.