
Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o Brasil foi um dos sete países selecionados pela iniciativa global Climate Investment Funds (CIF) a aprovar oficialmente seu Plano de Investimento para o Programa de Descarbonização Industrial. A decisão foi anunciada no dia 17 de outubro, consolidando o país como um dos pioneiros na fase de implementação do projeto.
De acordo com o MDIC, a aprovação representa um avanço na estratégia de promover a transformação sustentável do setor industrial brasileiro. O ministro Geraldo Alckmin destacou que essa iniciativa traduz a conversão de metas climáticas em investimentos concretos, geração de empregos verdes e aumento da competitividade da indústria nacional em um cenário internacional cada vez mais orientado à sustentabilidade.
O Ministério informou que, na execução da estratégia, atua como articulador junto a outros órgãos federais e bancos multilaterais de desenvolvimento. O plano, coordenado pelo Ministério da Fazenda em parceria com o Ministério de Minas e Energia (MME), o BNDES, o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o BID Invest, o Banco Mundial e a International Finance Corporation (IFC), prevê um aporte de US$ 250 milhões em projetos de descarbonização. Esses recursos podem mobilizar mais de US$ 3 bilhões em cofinanciamentos, incluindo aproximadamente US$ 1,36 bilhão do setor privado. Os investimentos serão destinados aos setores de ferro e aço, cimento, produtos químicos e fertilizantes, responsáveis por cerca de 65% das emissões industriais no país.
Segundo o MDIC, a estratégia visa apoiar processos produtivos de baixa emissão de carbono, projetos de eficiência energética, além do desenvolvimento de clusters industriais e infraestrutura voltada à descarbonização. A implementação será realizada por meio da Plataforma Brasil de Investimentos Climáticos e para a Transformação Ecológica (BIP), que facilitará a formação e a seleção de uma carteira de projetos alinhados aos objetivos do programa.
Intensidade energética
O Ministério destacou que a iniciativa buscará ampliar o acesso a financiamento para setores de maior intensidade energética, promovendo a redução de emissões, atração de investimentos, geração de empregos verdes e fortalecimento da competitividade da indústria brasileira.
Estima-se que os projetos apoiados possam evitar a emissão de aproximadamente 1,2 milhão de toneladas de dióxido de carbono equivalente por ano. Além disso, a iniciativa deve estimular o aumento do uso de energias renováveis na indústria, promover práticas de economia circular e contribuir para a geração de empregos alinhados à transição para uma economia de baixo carbono.
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.








