Economia

Exportações e Importações da 2ª semana de agosto de 2026 são divulgadas pelo MDIC

Considerando o acumulado de 2026, o Brasil já exportou US$ 234,643 bilhões e importou US$ 182,558 bilhões. O resultado é um superávit de US$ 52,084 bilhões no ano, com corrente de comércio de US$ 417,201 bilhões.

Navio de containers

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) divulgou, nesta segunda-feira (17/8), os dados referentes à Balança Comercial da segunda semana de agosto de 2026.

Na segunda semana do mês, a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 635 milhões, com uma corrente de comércio de US$ 13,127 bilhões. No período, as exportações alcançaram US$ 6,881 bilhões, enquanto as importações somaram US$ 6,246 bilhões.

No acumulado de agosto, as vendas brasileiras ao exterior chegaram a US$ 16,091 bilhões, contra US$ 13,045 bilhões em importações. Com isso, o saldo comercial do mês está positivo em US$ 3,045 bilhões, enquanto a corrente de comércio soma US$ 29,136 bilhões.

Considerando o acumulado de 2026, o Brasil já exportou US$ 234,643 bilhões e importou US$ 182,558 bilhões. O resultado é um superávit de US$ 52,084 bilhões no ano, com corrente de comércio de US$ 417,201 bilhões.

Exportações crescem 14,3% em agosto

Na comparação pela média diária, as exportações brasileiras registraram crescimento de 14,3% nas duas primeiras semanas de agosto em relação ao mesmo mês de 2025. A média diária passou de US$ 1,407 bilhão no ano passado para US$ 1,609 bilhão em 2026.

As importações também avançaram, com crescimento de 16,2%, passando de uma média diária de US$ 1,123 bilhão em agosto de 2025 para US$ 1,304 bilhão neste ano.

A corrente de comércio apresentou média diária de US$ 2,913 bilhões, alta de 15,1% na comparação anual. Já o saldo comercial médio diário ficou em US$ 304,53 milhões.

Exportações agropecuárias avançam 10,4%

Entre os setores exportadores, a Agropecuária registrou crescimento de 10,4% na média diária em relação a agosto do ano passado, o equivalente a um acréscimo de US$ 32,94 milhões por dia.

A Indústria Extrativa apresentou o maior avanço percentual entre os grandes setores, com alta de 27,8% e aumento de US$ 94,86 milhões na média diária. Já a Indústria de Transformação cresceu 8,8%, com acréscimo diário de US$ 65,6 milhões.

Entre os produtos agropecuários, a soja teve papel de destaque, com crescimento de 13,2% nas exportações e aumento de US$ 24,37 milhões na média diária em relação ao mesmo período de agosto de 2025.

Também avançaram as vendas externas de café não torrado, com alta de 22% e acréscimo de US$ 9,25 milhões por dia, e de animais vivos, que registraram crescimento de 180,7%, com aumento de US$ 8,24 milhões na média diária.

As exportações de algodão em bruto cresceram 60,8%, representando acréscimo de US$ 3,58 milhões por dia, enquanto os embarques de produtos hortícolas frescos ou refrigerados avançaram 89,3%, com aumento de US$ 2,23 milhões na média diária.

Produtos relacionados ao agronegócio também contribuíram para o desempenho da Indústria de Transformação. Os embarques de farelo de soja e outros alimentos para animais cresceram 55,8%, com acréscimo de US$ 18,44 milhões na média diária.

As exportações de carnes de aves e suas miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas, avançaram 48,1%, representando aumento de US$ 15 milhões por dia na comparação com agosto do ano passado.

Importações crescem puxadas pela indústria

Do lado das importações, a Agropecuária apresentou queda de 5,3% na média diária, redução equivalente a US$ 1,1 milhão. A Indústria Extrativa recuou 13,5%, com queda de US$ 11,24 milhões.

Em sentido contrário, as compras externas de produtos da Indústria de Transformação cresceram 19%, com acréscimo de US$ 192,8 milhões na média diária.

Entre os itens que mais contribuíram para o aumento das importações estão óleos combustíveis de petróleo, com alta de 82,3%; válvulas, tubos termiônicos, diodos e transistores, com avanço de 88%; medicamentos e produtos farmacêuticos, com crescimento de 56,2%; e máquinas de processamento automático de dados, cujas compras externas aumentaram 161,3%.

Os dados divulgados pelo MDIC são preliminares e serão substituídos posteriormente pelos resultados mensais consolidados.

Informações adicionais sobre o Comércio Exterior podem ser consultadas no COMEXSTAT.

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Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.