Geopolítica

Brasil destaca soluções sustentáveis na Hannover Messe e inspira o setor global

O país, que é parceiro oficial da feira, estruturou uma programação robusta e estratégica, posicionando-se como protagonista nas discussões globais sobre o futuro da indústria.

Foto: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
Foto: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o Brasil participa da Hannover Messe, na Alemanha, considerada a maior feira internacional do setor industrial, apresentando-se como um parceiro estratégico de uma indústria global voltada à sustentabilidade. Na cerimônia de abertura do Pavilhão Brasil, nesta segunda-feira (20/04), o ministro Márcio Elias Rosa destacou que a Nova Indústria Brasil (NIB) busca demonstrar ao mundo soluções modernas de tecnologia aliadas à sustentabilidade ambiental.

De acordo com o ministro, “o Brasil oferece ao mundo a oportunidade de uma indústria capaz de promover a descarbonização e a transição energética com soluções ambientalmente sustentáveis”. Ele ressaltou ainda que, sob a gestão do presidente Lula, o país mantém indicadores sociais e econômicos que garantem um processo de inclusão social contínuo e sem rupturas. “O Brasil de hoje é aquele que busca consolidar seu papel na economia global, com foco na sustentabilidade e inovação”, afirmou.

O país, que é parceiro oficial da feira, estruturou uma programação robusta e estratégica, posicionando-se como protagonista nas discussões globais sobre o futuro da indústria. Durante os cinco dias de evento, a agenda inclui atividades na Arena de Inovação Brasil (Hall 11 – D56) e no Pavilhão Brasil (Hall 12 – E45), abordando temas como tecnologia, inovação industrial, transição energética e automação, além de ações culturais para evidenciar as potencialidades brasileiras.

Segundo Márcio Elias Rosa, a feira representa uma oportunidade importante para o Brasil demonstrar o avanço do setor produtivo nacional. Confira o discurso completo do ministro Márcio Elias Rosa (vídeo).

Brasil busca protagonismo na transição energética

Na abertura do pavilhão, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil pretende assumir um papel de destaque na transição energética global e consolidar-se como parceiro estratégico da Europa em inovação, indústria limpa e desenvolvimento sustentável. Ele destacou que o país está preparado para competir em qualquer feira internacional, com capacidade de aprender, compartilhar tecnologia e oferecer soluções energéticas limpas.

Segundo Lula, “o Brasil possui uma sólida base intelectual e tecnológica, com empresas como Petrobras e Embraer, a terceira maior fabricante de aviões do mundo, além de potencial para compartilhar conhecimentos com a Alemanha e toda a América do Sul”. Ele reforçou a força da matriz energética brasileira e afirmou que o país possui condições únicas para liderar a oferta de combustíveis renováveis. “O Brasil quer ser uma potência mundial na transição energética e na oferta de combustíveis renováveis ao mundo. Não estamos falando de pouca coisa”, declarou.

Desafios geopolíticos e estratégias de fortalecimento

Segundo o ministro Márcio Elias Rosa, “o Brasil oferece ao mundo a possibilidade de instalar indústrias de manufatura com as menores emissões de gases de efeito estufa possíveis no planeta”. Em painel do 42º Encontro Econômico Brasil-Alemanha (EEBA), considerado o principal fórum bilateral do setor produtivo dos dois países, o ministro destacou as ações do governo para enfrentar desafios globais, como o programa Brasil Soberano, criado para apoiar exportadores impactados por tarifas norte-americanas e pela crise no Golfo Pérsico.

Ele explicou que, sem essas medidas, as empresas brasileiras poderiam perder mercado, competitividade e avanços tecnológicos. Além disso, o ministro ressaltou o potencial do país na área de transição energética e ecológica, citando, por exemplo, que um carro elétrico produzido no Brasil emite aproximadamente 40% menos gases de efeito estufa, contribuindo para a descarbonização global.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.