Pesquisa e Desenvolvimento

Tecnologia sustentável aumenta em 50% renda de comunidade quilombola no Piauí

O Sisteminha combina criação de peixes, aves de postura, frango de corte e produção de hortaliças em uma única estrutura

Tecnologia sustentável aumenta em 50% renda de comunidade quilombola no Piauí. Foto: Reprodução/Piauí Negócios.

A comunidade quilombola São Martins, localizada na cidade de Paulistana (PI), está colhendo os frutos de uma tecnologia sustentável implementada há dois anos.

O Sistema de Produção Integrada de Alimentos, conhecido como Sisteminha, tem transformado a realidade local, gerando renda e oportunidades de negócio. Com o Sisteminha, os moradores viram sua renda mensal aumentar em mais de 50%.

O Sisteminha, desenvolvido em parceria entre a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e a Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig), combina a criação de peixes, aves de postura, frango de corte e produção de hortaliças em uma única estrutura. O objetivo é permitir que a comunidade produza alimentos para consumo próprio e também para a comercialização, impulsionando a economia local.

Segundo relatos do pesquisador Luiz Carlos Guilherme ao Piauí Negócios, além de garantir o abastecimento alimentar, o Sisteminha se destaca por ser uma fonte adicional de renda para a população local. A venda dos peixes e das hortaliças cultivadas tem contribuído significativamente para o aumento da renda das famílias. Atualmente, 25 famílias estão utilizando essa tecnologia inovadora, que já se espalhou por 14 estados brasileiros e oito países africanos.

Milena Martins, moradora da comunidade, viu sua renda mensal aumentar consideravelmente com o Sisteminha. Além de trabalhar na Superintendência de Igualdade Racial do município, ela aproveita a venda do excedente da produção para agregar mais de R$ 1.200 por mês à sua renda total de R$ 2.000.

A comercialização dos produtos cultivados no Sisteminha é realizada em feiras, mercados e diretamente para os consumidores, impulsionando a economia local e proporcionando receita para os agricultores.

Além disso, a implementação e o manejo do Sisteminha geram oportunidades de emprego na comunidade, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida dos moradores e fortalecendo a autonomia da comunidade.

O sucesso do Sisteminha na comunidade quilombola São Martins é um exemplo do potencial da tecnologia sustentável para impulsionar o empreendedorismo, promover o desenvolvimento socioeconômico e garantir a segurança alimentar em regiões rurais. Com sua implementação, a comunidade pôde transformar recursos locais em oportunidades de negócio, construindo um futuro mais próspero e sustentável.


Fonte: Piauí Negócios.


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